domingo, 6 de março de 2011

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sábado, 5 de março de 2011
Os dois sonhos - ( Inglês )


Assista no Youtube: http://www.youtube.com/watch?v=0CaDg8zGVUs&feature=related




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sexta-feira, 4 de março de 2011
Não deixe que os problemas se tornem seu sentido


Sempre é mais fácil abandonar os problemas do que resolvê-los. E sempre que você puder abandonar um problema, é melhor abandoná-lo que resolvê-lo, porque mesmo se você for bem sucedido na solução dele — o que é muito difícil — alguma coisa dele continuará em uma forma modificada.

Assim, a respeito de problemas, é preciso ser muito, muito específico. Primeira coisa: se você puder abandoná-los, deixá-los de lado, é melhor que resolvê-los. Se eles não puderem ser abandonados, somente então tente resolvê-los.

E a minha compreensão é de que se você estiver pronto para abandoná-los, noventa e nove por cento dos problemas poderão ser abandonados. Não há necessidade alguma de resolvê-los — eles não valem o esforço.

Se você viver muito tempo com os problemas, eles tendem a se tornar parte de seu ser. Então, uma parte de seu ser se agarra a eles e outra parte tenta resolvê-los — existe uma dicotomia. Então você se move para direções diametralmente opostas, porque uma parte tornou-se tão acostumada a eles que sem eles não será capaz de viver.

Eu conheci um casal. O marido era um alcoólatra e por quase quinze anos a esposa esteve continuamente brigando. Aquele era seu único problema. Ela veio a mim e disse: "Esse é o único problema. Se você puder resolvê-lo... E meu marido vem a você — ele é quase um discípulo seu. Ele é louco por você porque quando ele fica bêbado, ele só fala de você — nada mais! Por isso, ajude-me! Eu não desejo nenhuma iluminação," disse a mulher, "Eu não quero paz alguma em minha mente. Se meu marido não ficar mais nesse estado louco, eu estarei perfeitamente feliz."

Assim, eu falei com o marido: "Apenas por sete dias tente não beber e vamos ver o que acontece." Por sete dias ele parou. Em primeiro lugar, a mulher nunca esperava por isso. Ela tinha falado sobre isso, mas não tinha expectativas. O investimento de quinze anos de repente se foi — nada mais havia para falar a respeito, nenhum motivo mais para brigar.

E não era apenas isso — o poder dela, a atitude dela que era 'mais santa que ele'... De repente o marido não era mais aquele companheiro indecente, bêbado, e ela não podia puxá-lo para baixo repetidas vezes por todo o dia.

No sétimo dia eu fui à casa deles e perguntei: "Como você está se sentindo?" Ela disse: "Eu estou me sentindo triste. Isto é estranho — ele realmente parou! Mas eu estou me sentindo muito triste — como se todo o trabalho da minha vida tivesse se perdido. Agora eu não vejo razão pela qual eu devo viver. Aquilo havia se tornado um sentido para mim."

É muito perigoso viver com problemas por muito tempo – eles se tornam o seu sentido. Assim, imediatamente, sempre que existir um problema, a primeira coisa é: se você puder, abandone-o.

Se você não puder abandoná-lo de maneira alguma, então resolva-o. O problema que não pode ser abandonado, merece ser resolvido e você crescerá através disso.


Osho, em "Blessed are the Ignorant"
Tradução: Sw. Bodhi Champak

Imagem garimpada do blog: http://milasville.blogspot.com/2010/12/o-que-eu-deixei-para-tras-em-2010.html
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Postado por Maria Tereza Venzke às 05:38 0 comentários
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domingo, 21 de fevereiro de 2010


domingo, 14 de fevereiro de 2010

Será difícil ser feliz?



em 16.1.10
Será difícil ser feliz?

Um dos clássicos da psicologia moderna é o livro de Mihaly Csikszentmihalyi que em português levou o título FLUIR. Csikszentmihalyi era então (1990) professor de Psicologia e Educação da Universidade de Claremont (USA) e membro da Academia Nacional de Educação dos Estados Unidos.

Em FLUIR, o autor fala dos "estados de experiência óptima", "os estados em que uma pessoa desfruta verdadeiramente de alguma coisa ou em que se concentra activamente numa tarefa, a ponto de se esquecer de tudo o resto". Também conhecido como "estado de atenção fascinada" ou "estado de fluxo" representa uma fonte de energia para enfrentarmos com mais vigor e entusiasmo os desafios da vida.

Numa época em que tantos livros de auto-ajuda nos tentam apontar caminhos para a descoberta da felicidade esta obra é seguramente uma das mais completas e acessíveis com a vantagem adicional de ter um fundamento cientifico (o que nem sempre acontece com muitos livros de auto-ajuda de autorias duvidosas).

Livro destinado ao público em geral, FLUIR resume em quase 400 páginas de agradável leitura mais de 20 anos de" investigação sobre os aspectos positivos da experiência humana - a alegria, a criatividade, e o processo de envolvimento total com a vida a que chamei fluxo"- diz o autor.
Csikszentmihalyi descobriu, por exemplo, que a felicidade não acontece. Não resulta da sorte ou do acaso. É, sim, "um estado que cada um tem de preparar, cultivar e defender. As pessoas que sabem controlar a experiência interior conseguem determinar a qualidade das suas vidas, que é o máximo que se podem aproximar do "ser-se feliz".

A felicidade resulta então de um envolvimento profundo com cada pormenor das nossas vidas, bom ou mau. Não é tentando procurá-la directamente que a conquistamos da mesma maneira que procurar o sucesso não garante que este seja alcançado. Então como proceder?

Diz Csikszentmihalyi: "Os meus estudos do passado quarto de século convenceram-me de que há uma maneira. Trata-se de uma via circular que começa por conseguirmos controlar o conteúdo da nossa consciência".
Como então? Resposta: "A nossa percepção das vidas que temos resulta de muitas forças que modelam a nossa experiência, cada uma influenciando a nossa boa ou má disposição. A maioria dessas forças transcendem o nosso controlo. Não há muito a fazer quanto ao aspecto físico, ao temperamento ou à nossa constituição. Não podemos decidir - pelo menos por enquanto - a altura que atingiremos ou a beleza de que seremos dotados. Ou seja, há muitos factores a que atribuímos muita importância para a nossa felicidade mas que estão fora do nosso controlo.

"Contudo - escreve Csikszentmihalyi, - todos passamos por períodos em que, em vez de sermos esbofeteados por forças anónimas, sentimos que controlamos as nossas acções, que somos donos do nosso próprio destino. Nas raras situações em que tal acontece, temos uma sensação de enorme alegria, uma sensação profundo de gozo que guardamos longa e carinhosamente e se torna um marco na memória de como deveria ser a vida. É a isto que chamamos de "experiência óptima".

Estudos levados a efeito em diversos pontos do planeta levaram a equipa de investigadores de Csikszentmihalyi a verificar que estes estados podem ser vividos por qualquer pessoa, rica ou pobre, negra ou branca, jovem ou idosa.
Estes estudos, que foram iniciados na Universidade de Chicago, prolongaram-se depois por outros países e envolveram muitos cientistas da Alemanha, Itália, Japão e Austrália. Descobriu-se, por exemplo, que a vivência frequente de "estados de fluxo" não só contribui para a felicidade como também para a saúde e a longevidade.

Já o médico Deepak Chopra descobrira que "as pessoas que têm melhores resultados em qualquer empreendimento da vida geralmente seguem um padrão para administrar os seus desejos sem lutar indevidamente com o meio ambiente (os factores externos) colocam-se no fluxo".

O doutor Csikszentmihalyie defende que as pessoas devem tentar desenvolver uma personalidade "autolética", isto é, devem aprender a saber transformar as ameaças em desafios para poderem conservar a sua harmonia interior.
Para desenvolver tal personalidade são apenas necessárias quatro coisas:

1º definirmos objectivos claros a alcançar na vida e desenvolver competências para os atingir;
2º deixarmo-nos imergir pela actividade, ou seja, envolvermo-nos profundamente naquilo que fizermos;
3º prestarmos atenção ao que se passa à nossa volta, ou seja, concentração para nos podermos envolver tal como fazem os atletas de alta competição;
4º aprendermos a desfrutar da experiência imediata mesmo quando as condições são brutais e adversas.

Um alerta: o excesso de estímulos da vida actual (sons, luzes, imagens, etc) impedem o estado de fluxo porque a energia psíquica é demasiado fluida e errática. Pela mesma razão, a insegurança, a ansiedade e o egocentrismo excessivos impedem-nos de o alcançar. São entraves que se localizam no interior das pessoas.

Seria magnífico que a educação actual apostasse em ensinar às nossas crianças a desenvolverem personalidades autoléticas. Seriam mais felizes e mais tranquilas. E haveria menos queixas de hiperactividade nas escolas, desatenção, desmotivação, insucesso e ansiedade.
(para saber mais: Fluir, de Mihaly Csikszentmihalyi, Relógio d´Água Editores, Lisboa, 2002).

em 15.1.10
Valorizar a Vida

.


Cada minuto de nossas vidas é uma oportunidade de melhoria contínua. Se desejamos viver mais e melhor e conquistar o direito de ser feliz, precisamos romper com o imobilismo e acabar com as desculpas. A transformação da realidade tem inicio no interior de cada um de nós! A condição “sine qua non” é que sejamos partícipes de um mesmo ideal: valorizar a vida e ter consciência da rapidez com que ela passa. Tal ideal requer atitudes que nos estimulem a buscar a cada dia, mecanismos para melhorar a convivência na sociedade, no trabalho, na família, com os amigos e a estabelecer novas relações de poder, centradas não apenas na hierarquia, mas no poder pessoal de criar, contribuir, somar, compartilhar e cooperar.

Se realmente queremos mais qualidade pessoal na nossa vida, se acreditamos que vale lutar pela conquista de um estilo de vida com mais prazer e felicidade, se queremos agregar valores que nos levem à excelência como seres humanos, o ponto de partida é voltar nosso olhar para dentro de nós mesmos e refletirmos sobre o que é possível fazer para buscar o equilíbrio nas dimensões, física, profissional, emocional, espiritual, intelectual, e social, sem perdermos de vista a concretização do nosso PROJECTO DE VIDA.

São “coisas simples” que podemos colocar em prática que certamente nos garantirão uma vida com mais qualidade:

1. Descubra seus limites e procure respeitá-los;
2. Cultive cada vez mais seu humor
3. Evite um estilo de vida sedentária. Pratique exercícios;
4. Apaixone-se pelo trabalho que está realizando;
5. Estabeleça prioridades em sua vida e aprenda a dizer não;
6. Evite desenvolver vários projetos ao mesmo tempo;
7. Exercite sua paciência. Relaxe!
8. Desenvolva sua simpatia para com os outros;
9. Use sua inteligência para enfrentar as crises sem sofrer demasiado;
10. Procure enxergar o lado positivo das coisas;
11. Consuma uma alimentação equilibrada;
12. Evite levar trabalho para casa;
13. Cultive o hábito de falar menos e ouvir mais;
14. Aprenda a meditar buscando a paz interior;
15. Crie o habito de “passar sua vida à limpo” diariamente;
16. Mantenha sempre uma atitude positiva diante da vida;
17. Não abra mão das suas férias e do seu lazer;
18. Procure administrar seu tempo com eficiência;
19. Procure estar bem consigo mesmo, com a família e com os amigos;
20. Faça diariamente alguma coisa que lhe dê prazer;
21. Tenha sempre em mente o “seu projecto de vida”.
O desafio é não deixar passar as oportunidades para adotar um novo estilo de vida, para um novo tempo, que nos permita alcançar o resultado que todos sonhamos: SER FELIZ!
Adaptado de um texto de Elizabet Garcia Campos, Psicóloga.
em 5.1.10

Mentes do Futuro

Fala-se e escreve-se muito sobre a Sociedade da Informação, a Sociedade do Conhecimento, a Sociedade da Inteligência e ainda bem porque estamos vivendo em alguma delas! Perigoso seria ignorarmos a realidade, ou seja, em que tipo de sociedade estamos exactamente.
Mas quantas pessoas verdadeiramente estão sabendo vivê-la? Melhor ainda: quantos executivos, gerentes, administradores, empresários e políticos estão plenamente conscientes do que isso realmente significa? Não é apenas tecnologia! Não é apenas capital humano! É isso e muito mais. É uma Sociedade Multifocal baseada na Informação, no Conhecimento, na Inteligência e na Criatividade.
Em que me baseio? No que leio nos jornais e revistas de negócios! Nas entrevistas, nas notícias, na prestação das empresas. Nas pesquisas que importantes instituições realizam sobre o assunto. Realmente, poucos empresários - e poucos sindicalistas! - têm noção de qual é a verdadeira natureza da Sociedade Multifocal; poucos estão habilitados a lidar com ela e menos ainda estão preparados para falar do assunto.
É que, simplesmente, a actual sociedade trouxe novos conceitos como "capital intelectual" e outros mas poucos perceberam, na sua essência genuína, o que isso significa e que efeitos provoca. Sim, porque para muitos, tudo isso não passa de teoria e ideias assinadas por uns quantos académicos e gurus!
No mercado, como na natureza, impera a lei do mais forte (do mais ousado, do mais inovador, do mais competente, etc.). O mercado não perdoa! Está cada vez mais severo. Se é empresário ou gestor deixe-me que lhe diga: ou você e a sua empresa abrem os olhos, aprendem a inovar, estão na competição ou preparem a sepultura do negócio. E não se encantem com os eventuais bons resultados financeiros que possa estar tendo no momento. Isso não diz nada sobre o futuro. Só sobre o passado. Um competidor mais esperto e rápido entra no mercado e liquida a sua empresa ou o seu emprego em duas etapas: >>1ª Instala-se e 2ª Mata!
Sociedade Multifocal é isso! É competição agressiva, feroz, implacável. Isso exige Conhecimento, Informação, Inteligência, Criatividade! Se você ou sua empresa não os tiverem nem os desenvolverem continuamente prepare-se para o pior.
Sugestão:Leiam o livro "Cinco Mentes para o Futuro", de Howard Gardner, à venda nas boas livrarias.Howard Gardner é mundialmente reconhecido pela sua teoria das Inteligências Múltiplas. É professor de Cognição na Universidade de Harvard, autor de 20 livros e detentor de 21 títulos honoris causa.
Sintonizando-se com os novos tempos, Gardner definiu as 5 capacidades cognitivas que acredita serem preciosas (imprescindíveis mesmo) para todos quantos queiram ter sucesso na era da globalização. Vejamos, resumidamente:
1º A mente disciplinada: Deve ser racional, lógica, organizada, metódica, consistente, orientada para a apreensão de novos saberes. Aplica-se na escola, nas aprendizagens, na educação formal, no trabalho. Exige método, disciplina, interesse em saber mais, autodomínio e objectivos precisos.
2º A mente sintetizadora: É integradora, interdisciplinar, contextualizadora, multiperspectivista. Ajuda a que sejamos capazes de juntar os diversos conhecimentos, tirar conclusões e retirar delas novos entendimentos, uma melhor compreensão das coisas e dar consistência ao que retemos na memória semântica (a que regista os conhecimentos aprendidos de forma estruturada).
3º A mente criadora: É divergente, inventiva, imaginativa, aberta, inovadora. Já hoje tornou-se num tipo de mente decisiva para os governos, as empresas e os diversos profissionais. A criatividade e a inventividade permitem a inovação - determinante para o futuro da sociedade humnana.
4º A mente respeitadora: É compreensiva, tolerante, aglutinadora, convergente. Exige inteligência social para que possamos ter o "outro" como pessoa interlocutora e que merece o nosso respeito. É a base das relações humanas equilibradas, sadias e construtivas.
5º A mente ética: É valorativa, socialmente responsável, madura, altruísta. Visa a boa cidadania, a cultura de valores sociais e altruistas, pressupõe força de carácter e consciência social.
"Todo este conjunto de estruturas representam tipos atitudes mentais que serão necessárias se se quiser prosperar nas eras vindouras e que exigirão competências que até agora eram meras opções", adverte Howard Gardner.
Gardner defende que a nossa preparação e a dos nossos filhos para os novos tempos exige o aprofundamento daqueles tipos de mentes se quisermos ter os líderes, gestores, técnicos e cidadãos de que precisamos para povoar o nosso planeta.
Assim,
- os indivíduos que não tenham um ou mais conhecimentos (geridas pela mente racional) não conseguirão ter sucesso em qualquer local de trabalho exigente e estarão restringidos a tarefas menores;
- os indivíduos sem capacidades sintetizadoras serão subjugados pela informação e serão incapazes de tomar decisões sensatas acerca de assuntos pessoais e profissionais;
- os indivíduos sem capacidades criadoras serão substituídos por computadores e afastarão aqueles que têm chama criativa;
- os indivíduos que não sentem respeito não serão merecedores do respeito dos outros e poluirão o local de trabalho e o espaço público;
- os indivíduos sem ética produzirão um mundo desprovido de trabalhadores sérios e cidadãos responsáveis: nenhum de nós quererá viver nesse planeta desolador.
Reflicta sobre tudo isso.
Nelson S Lima, investigador

segunda-feira, 4 de janeiro de 2010

A Física Quântica na Gestão Empresarial

A Física Quântica na Gestão Empresarial

Publicado em 05. nov, 2009 por Paulo Botelho em Conhecimento, Gestão Empresarial
Criada em 1900 por Max Planck, a Física Quântica constitui a base de toda a física moderna. Planck afirmava que a energia radiante tem, como matéria, uma estrutura descontínua que só pode existir sob a forma de átomos. Albert Einstein, ao propor a Teoria da Relatividade, estabelece, prioritariamente, o nuclear do ser humano em sua dimensão holística (holis, do grego, totalidade). Feitos de matéria estelar, somos todos filhos do sol, como intuiam os Incas e os Maias.
Einstein, cuja equação mais importante do Século XX ( Energia é igual à massa, multiplicada pela velocidade da luz ao quadrado) completou em 2008, cento e três anos, intuiu que quando se acende a luz há um percurso de 300.000 quilômetros por segundo. É por isso que nos habituamos logo à claridade. Não nos espantamos com a rapidez com que uma sala se ilumina. – Mas, e quando apagamos a luz? Ficamos atordoados. Por quê? – Porque não sabemos com que velocidade viaja a escuridão. Einstein dizia que apenas duas coisas são infinitas: o universo e a burrice humana!
O universo quântico é um mundo de sistemas processados e não de coisas isoladas; de relações criativas e não de estruturas rígidas; de flexibilidade e procura do significado e não de força ou poder. Portanto, rigidez de estruturas, controles, hierarquias e autoritarismos não combinam com a empresa quântica. E ela pode ser quântica na medida em que for o oposto das proposições psicologísticas. Caso contrário, ela não conseguirá ser competitiva e acompanhar a dinâmica da evolução; da complexidade e da relatividade. O papel do dirigente quântico é o de remover obstáculos; fazer as pessoas se engajarem no processo de criação de sua própria realidade, que é a realidade da empresa, além de estabelecer mecanismos de participação em todos os níveis da estrutura organizacional.
A partir de relacionamentos não-autoritários, as pessoas ficam mais propensas a buscar harmonia, a ouvir e a discutir. Os processos grupais de discussão livre, sem barreiras, censuras ou críticas sempre fazem emergir algo de novo e produtivo. O conhecimento passa a ser matéria prima para tudo, inclusive para que se produza mais conhecimento. A partir daí, portanto, a empresa fica mais inteligente e com capacidade de agir diante da informação, sem esperar as “ordens de cima”. Carlos Fuentes, escritor mexicano, constata: “Vivemos num mundo de explosão da informação, mas de implosão do significado”!
Eliyahu Goldratt, consultor israelense, autor do bestseller “A Meta”, conta que perguntou a um leitor se ele já tinha implementado alguma das idéias propostas em seu livro. E a resposta foi que não. Goldratt, então, perguntou: “Por que não?” – E o leitor respondeu: “É porque o meu chefe não deixa!” – O mais irônico e paradoxal é que o mesmo chefe foi quem lhe tinha dado o livro de presente! – Isso tem um nome: chama-se conformismo!
Clemente Nóbrega, físico e administrador de empresas, pergunta e responde o seguinte: “De que adianta recomendar a alguém burro que fique mais inteligente? Na prática, a burrice consegue transformar em burrice até a inteligência contida nas boas recomendações que recebe!”
Este artigo pode produzir distúrbios físicos e emocionais em dirigentes que não podem ser contrariados e, principalmente, nos prepotentes, autoritários, obscurantistas, arrivistas e resistentes a mudanças!
Tags: Conhecimento, destaque, estrutura, Gestão Empresarial

domingo, 3 de janeiro de 2010

O Eletromagnetismo de Maxwell: Um século de história e Aplicabilidade Tecnológica

O ELETROMAGNETISMO DE MAXWELL: UM SÉCULO DE HISTÓRIA E APLICABILIDADE TECNOLÓGICA.
• Por EDSON COSTA
a razão magnetogírica do elétron
Introdução. A física, como todas as ciências, desenvolve-se gradualmente ao longo do tempo, passando por crises, avanços e retrocessos, fracassos e sucessos. A história da ciência procura conhecer e compreender as transformações pelas quais a física passa ao longo do tempo pois a versão mais ingênua da história da física é a de que, em certos momentos, aparecem grandes gênios que vêem aquilo que outros não haviam visto, propõem grandes teorias e mudam o desenvolvimento do pensamento humano. Essa é uma visão simplista e equivocada, com importantes conseqüências (negativas) para a compreensão da própria natureza da ciência. Einstein, em 1905, publicou dois trabalhos que são considerados suas mais importantes contribuições para a teoria da relatividade especial sendo que nesses trabalhos não aparecia ainda a expressão "teoria da relatividade” (WHITTAKER,2001).Objetivo. O objetivo desta pesquisa é apresentar os princípios do eletromagnetismo numa perspectiva temporal – histórica .Metodologia. Os dados históricos foram obtidos através da revisão sistemática da literatura utilizando-se base de dados ( PUBMED, MEDLINE e SCIELO). Desenvolvimento.Os dados bibliográficos esclarecem que Einstein deu a um desses dois trabalhos o título "Sobre a eletrodinâmica dos corpos em movimento". Um físico bem informado, em 1905, ao ler esse título, compreenderia que Einstein estava discutindo um assunto que já havia sido abordado por outros autores anteriores (como Heinrich Hertz, Joseph Larmor, Max Abraham e Hendrik Antoon Lorentz); e que, como estes, tomava como ponto de partida o eletromagnetismo de James Clerk Maxwell. A teoria de Maxwell estudava os fenômenos eletromagnéticos utilizando os conceitos de campos elétricos e magnéticos, que eram considerados por ele como propriedades do éter – uma substância física especial, que preenchia todo oespaço. Em 1897, o físico inglês Joseph Larmor (1857-1942) demonstrou que o efeito de um campo magnético sobre partículas carregadas que descrevem órbitas circulares era o de superpor à freqüência precessional em torno do campo externo, conhecida desde então como Freqüência de Larmor, assim foram inúmeros os cientistas que deram continuidade ao seu trabalho (TAVARES,BATHISTA, NOGUEIRA, 1999). A expressão da frequência de Larmor do movimento de precessão nuclear é v = ω0/2π .Em 1921, Landé publicou um trabalho na Zeitscrift für Physik , no qual propôs uma modificação na freqüência de Larmor vL para poder explicar a anomalia que encontrara para a razão magnetogírica do elétron atômico na presença de um campo magnético externo, no entanto, Landé não foi capaz de apresentar uma base teórica para essa modificação proposta (MARTINS, 2005).Conclusão. É possível concluir que apesar do Eletromagnetismo de Maxwell ser conhecido a cerca de um século continua a despertar interesse e ser aplicado nas áreas tecnológicas sendo o seu estudo uma ferramenta importante no desenvolvimento de futuros cientistas.


Referências:

1.WHITTAKER, E. T., A history of the theories of aether and electricity, New York: Humanities Press, 1973; MILLER, A.I., Albert Einstein’s special theory of relativity, Reading: Addison-Wesley, 1981; Pais, A., Subtle is the Lord… The science and the life of Albert Einstein, Oxford: Oxford University Press, 1982; GALISON, P.L., GORDIN, M., KAISER, D. (eds.), Science and society: the history of modern physical science in the twentieth century. Volume 1: Making special relativity, New York: Routledge, 2001


2.TAVARES, MSB; BATHISTA,ALBS;NOGUEIRA,JS. Freqüência precessional em torno do campo externo/ Freqüência de Larmor. (resumo) VII ENCONTRO DE USUÁRIOS DE RESSONÂNCIA MAGNÉTICA NUCLEAR, Maringá (PR), 1999.


3.MARTINS, Roberto de Andrade. Física e História. Cienc. Cult., July/Sept. 2005, vol.57, no.3, p.25-29. ISSN 0009-6725.

Texto retirado do site : www.webartigos.com



EDSON COSTA

Possui graduação em Odontologia pela Faculdade de Santo Amaro atual Universidade de Santo Amaro (1985), mestrado em Patologia Clínica pela Universidade Guarulhos (1995), doutorado em Ciências Biomédicas - American World University of Iowa (2005) e doutorado em Complementary and Alternative Medicine - Touro University International-International College of Complementary Medicine-California (1999), especialização em Acupuntura pela Universidade de Ribeirão Preto (1997), especialização em Eletroacupuntura pela Universita Popolare di Messina - Itália (1997), Master in Business Administration em Tecnologia e Gestão Educacional pela ESAB -Vitória-ES (2003) ,especialização em Radiologia pela Academia Brasileira de Medicina Militar -HGESP (2002),especialização em Microbiologia pela Universidade Guarulhos (1992) e especialização em Patologia Clínica pela Universidade Guarulhos (1994). Tem experiência docente,desde fevereiro de 1986, nas áreas de Medicina, Odontologia , Fármacia, Enfermagem, Fisioterapia e outros cursos da área da saúde com ênfase em Ciências Patológicas , Diagnóstico por Imagem e Dor Craniofacial. Desenvolve pesquisas na área das ciências básicas com o objeto de controle dos mecanismos de doenças e da dor.Exerceu a função de Coordenador de curso de Tecnologia em Radiologia Médica na Universidade Paulista e na Faculdade Santa Marcelina .Atualmente é ,Professor -nível II do curso de Odontologia da Universidade Camilo Castelo Branco, Membro Titular da Sociedad Latinoamericana de Patologia , Associated member da Infectious Disease Society of America (EUA) , Fellow do Armed Forces Institute of Pathology-Washington (EUA).Post-Doctor in Oral Medicine (Pathology) pela GW University, Florida (EUA) , Full Professor (Livre-Docente) in Health Education/Biomedical Sciences pela Université Francophone Robert de Sorbon (França) e Pesquisador da Secretaria Especial Anti-Drogas da Presidência da República Federativa do Brasil.