
Delicio o mel
E afago a bôca
Num suavizar de delícias
Esqueço as palavras e as reliquías
Fecho os olhos
Debruço-me sobre o muro
Da inspiração
E como rotina, lembro dela e dói meu coração
A noite canta fria
A lua encantadora
Deixo meus pensamentos voarem
E nos galhos dos devaneios pousarem
Uma gota de sereno
Salpica-me o rosto
Que contempla a noite e a lua
Sozinho, olhando da praça
As pessoas que passam na rua !
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